sexta-feira, dezembro 30, 2005

A experiência dela me sufoca.Meu Deus, como alguém tão jovem pode se sentir tão velha?E tão putamente linda?
É ela quem toma meu lugar em ocasiões importantes.
Me cria como bichinho, como algo fofo e idiota.
É ela a libertina, é ela a do gosto de álcool na boca, é ela a do pó, a que quer textos, mágoas e corações despedaçados.
É ela quem me diz que as pessoas buscam nas outras o amor que não têm dentro de si.
É certo, eu a amo, eu a amo?
Ela pede desculpas.Diz que não pode me amar.
Ela já se ama.

Se eu a esquecer, é bem provável que enlouqueça.Não tenho as engrenagens p'ra beber de uma fonte seca, pra insistir em viver num caixão, de vidro, mas ainda assim um caixão.
Mas fui eu quem cresceu alimentada com filmes da sessão da tarde e palavras carinhosas.Onde será que tudo se quebrou?Onde o açúcar começou a ser expelido, ou talvez sugado por algum ser obscuro?

I'm too young to feel so old.